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Experiências Favela Galeria · Guia da escola

Preparar o encontro. Fazer continuar.

Para coordenação, professores e equipe anfitriã. Este guia organiza a preparação pedagógica e os combinados de uma saída escolar. Use a impressão do navegador para guardar uma cópia em PDF.

1. Definir a intenção e o formato

Identifique o projeto da escola, a etapa escolar, o número de estudantes e o tempo real disponível no território, descontado o transporte. Escolha o território e o formato que melhor responde ao objetivo da turma.

  • 3h · Imersão investigativa · R$ 240 por pessoa. Percurso mediado por perguntas, encontros, pausa de acolhimento/café, caderno e registros fotográficos autorizados. Não inclui experiência de criação.
  • 6h · Imersão + experiência de criação · R$ 480 por pessoa. Percurso investigativo + uma experiência escolhida com a equipe, convivência, alimentação conforme a proposta, kit e registros.
  • 9h · Imersão + experiência de graffiti · R$ 720 por pessoa. Percurso investigativo + “Da ideia ao muro”: fundamentos, concepção coletiva, planejamento e execução de uma obra permanente, com alimentação, materiais e registros.
  • Todos os formatos: grupo mínimo de 14 participantes.
  • Transporte: contratado à parte; quando solicitado, o valor é apresentado separadamente na proposta.

Os tempos não são uma agenda rígida. A equipe ajusta pausas, deslocamentos, experiências e apoios ao perfil do grupo e às condições do território.

2. O que a proposta deve confirmar

  • Território, data, chegada, saída, pontos de encontro e contatos responsáveis no dia.
  • Percurso, objetivos, perguntas de investigação e, quando houver, experiência de criação e tempo reservado a cada etapa.
  • Número de participantes, educadores de campo, artistas e acompanhantes da escola.
  • Espaços de acolhimento, banheiro, água, descanso, alimentação e guarda de materiais.
  • Condições de deslocamento: extensão, piso, escadas, inclinações e adaptações necessárias.
  • Transporte, embarque, desembarque e quem contrata cada serviço.
  • Materiais, equipamentos, refeições, registros e entregas incluídos e não incluídos.
  • Investimento, condições de pagamento, remarcação e cancelamento.
  • Alternativas para chuva, impossibilidade de uma atividade e mudança de roteiro.

A proposta precisa identificar os profissionais confirmados. Referências históricas de artistas e educadores não equivalem à equipe escalada para uma nova visita.

3. Preparar professores e estudantes

Em uma conversa de 30–45 minutos, apresente o território e a autoria de suas obras. Pergunte o que cada estudante espera encontrar e de onde vêm essas imagens. Guarde as primeiras impressões para retomar depois.

Construa perguntas abertas, sem antecipar uma explicação única. Combine como abordar interlocutores convidados, respeitar espaços de uso cotidiano e pedir autorização para registrar pessoas.

O caderno é pessoal e livre. Professores podem acompanhar o projeto por perguntas, conversas e produções compartilhadas, sem recolher registros íntimos ou exigir exposição emocional.

Conhecer os convites do caderno de campo →

4. Dividir responsabilidades

QuemO que alinhar
Coordenação da escolaObjetivos, perfil da turma, responsáveis, autorizações, comunicação com famílias e serviços sob sua contratação.
Professores acompanhantesConhecimento dos estudantes, combinados de convivência, presença ao longo do roteiro e continuidade pedagógica.
Coordenação anfitriãViabilidade do percurso, profissionais, espaços, condições locais e comunicação com a escola.
Educadores de campoAcompanhamento dos pequenos grupos, investigação e transições, conforme o dimensionamento contratado.
Artistas e mestresCondução da linguagem, instrumentos, formas de participação e criação na experiência.

A distribuição final fica registrada entre as equipes. A visita não transfere automaticamente à equipe anfitriã todas as responsabilidades da escola.

5. Participação e cuidado

Converse previamente sobre mobilidade, comunicação, necessidades sensoriais, ritmo de caminhada e formas alternativas de participação. Compartilhe informações individuais necessárias apenas pelo canal definido com os responsáveis, evitando dados de estudantes no pedido inicial.

Alinhe orientações de roupa e calçado com as atividades confirmadas. Defina água, pausas, alimentação e restrições pertinentes, assim como contatos e procedimentos para intercorrências. A equipe deve confirmar o que consegue oferecer em cada local.

Na criação, é possível observar, desenhar, escrever, organizar, pintar ou apresentar. Movimento, canto ou fala individual não precisam ser obrigatórios. Os educadores planejam adaptações com a escola.

6. Celulares, imagens e comunicação

Períodos sem notificações podem favorecer a atenção ao encontro. Antes de combinar a guarda de celulares, defina local seguro, responsabilidade, acesso em caso de necessidade e exceções de acessibilidade.

As fotografias autorizadas ficam disponíveis para download por um mês a partir do envio do acesso. Uma câmera ou gravador compartilhado pode apoiar a investigação. Documentação pela equipe e envio de registros à escola durante o dia precisam constar do escopo, com responsável, finalidade, autorizações e canal restrito.

Visitar não significa autorizar publicação de imagem. Fotografias de estudantes e moradores, gravações de voz e produções autorais têm combinados próprios. Não há postagem automática pelo site.

7. Confluência e retorno à escola

Ao final, cada grupo compartilha o que escolhe mostrar e encontra as outras leituras. A cartografia coletiva representa um encontro situado e pode acolher diferenças. Retome a primeira impressão sem obrigar todos a dizer que mudaram de ideia.

Na semana seguinte, proponha uma roda e uma criação: exposição de processos, ensaio visual, publicação de versos, mapa sensorial, repertório de brincadeiras ou relato de escolhas. Pergunte: que evidências sustentam nossa interpretação? Quem nos ensinou algo? Que pergunta levaremos para nosso bairro?

Combine com os anfitriões uma devolutiva possível, reconhecendo a autoria das pessoas e obras. A escola não precisa publicar o material para que a experiência tenha continuidade.

8. Graffiti permanente e memória de conclusão de ciclo

No dia inteiro de 9h, a criação em graffiti não é cenográfica nem provisória: o grupo participa da concepção, do planejamento e da execução de uma obra em superfície autorizada. Depois de concluído, o mural permanece no território e passa a integrar a Favela Galeria.

Para turmas em conclusão de ciclo, o processo pode partir de uma pergunta: o que queremos deixar como memória deste encontro? A obra nasce da experiência e das escolhas do grupo, em diálogo com o artista e com as condições do território.